DIA DE IEMANJÁ: A Força da Ancestralidade e a Celebração da Diversidade.
- SETRABES 2030

- 2 de fev.
- 2 min de leitura

Neste 2 de fevereiro, o Brasil volta seus olhos para as águas. Mais do que uma tradição religiosa, o Dia de Iemanjá é um marco da resistência cultural africana e um símbolo da identidade brasileira. No contexto da Agenda 2030, celebrar esta data reforça o nosso compromisso com a redução das desigualdades (ODS 10) e a promoção de uma cultura de paz e respeito.
Originária da região do Rio Ogum, na Nigéria (África Ocidental), Iemanjá é uma das divindades mais respeitadas das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Seu nome vem da expressão Iorubá “Yeye Omo Eja”, que significa "Mãe cujos filhos são peixes".
Ela é a representação da maternidade, da fertilidade e do amparo. No Brasil, sua imagem fundiu-se com o mar, tornando-se a "Rainha das Águas Salgadas", aquela que acolhe as dores e limpa os caminhos.
A tradicional festa de 2 de fevereiro ganhou força em Salvador, em 1923, quando um grupo de pescadores, enfrentando a escassez de peixes, decidiu oferecer presentes à Mãe das Águas. A graça foi alcançada e a celebração nunca mais parou.
Ao longo das décadas, a data deixou de ser apenas um rito religioso para se tornar um patrimônio imaterial. Em diversas cidades brasileiras, o dia foi oficializado por leis municipais e estaduais, reconhecendo o valor histórico das comunidades de terreiro e combatendo a intolerância religiosa.
O Significado para as Religiões de Matriz Africana
Para quem a cultua, Iemanjá não é apenas uma imagem; é uma força da natureza (Axé). Ela representa:
O Acolhimento: O colo de mãe que consola nas horas de aflição.
A Família: A proteção dos lares e o cuidado com a criação dos filhos.
A Sobrevivência: Historicamente, o culto a Iemanjá foi um pilar de resistência para os povos escravizados que mantiveram sua fé viva através do sincretismo.
SETRABES 2030: Respeito e Diversidade
Falar de Iemanjá no SETRABES 2030 é falar de direitos. O respeito à liberdade de crença é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Que a força das águas nos inspire a promover políticas públicas que abracem todos os cidadãos, independentemente de sua fé.
Odoyá, Iemanjá!








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